19/01/2026
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Leitura: 6 min

Risco operacional: controle e prevenção nas financeiras

Risco operacional é um desafio constante no setor financeiro e digital, onde falhas internas, fraudes, erros manuais e ataques externos comprometem a segurança e a continuidade dos processos.

Esses riscos afetam a reputação das instituições e, ainda, geram prejuízos financeiros e problemas regulatórios.

Ao longo deste artigo, será possível entender como identificar, avaliar e mitigar o risco operacional com o apoio de tecnologia, governança e processos bem definidos. Vale seguir na leitura para aprender formas eficazes de proteger a operação.

O que é risco operacional?

Risco operacional é a possibilidade de perdas causadas por falhas em processos internos, erros humanos, sistemas inadequados ou eventos externos não previstos.

Em empresas financeiras, ele impacta diretamente a estabilidade das operações e o cumprimento das exigências legais.

Esse tipo de risco vai além do campo técnico. Envolve desde uma falha simples na digitação de um dado até ataques cibernéticos que bloqueiam sistemas inteiros.

No contexto de bancos, fintechs e seguradoras, a ausência de controle sobre essas ocorrências pode gerar multas, suspensões ou danos permanentes à imagem da instituição.

A gestão desse risco passa a ser estratégica e integrada ao dia a dia da operação.

Tipos de riscos operacionais

Os riscos operacionais podem envolver pessoas, processos, sistemas e eventos externos. Cada um afeta a empresa de uma forma específica e exige abordagens distintas de prevenção.

Fraudes internas e erros humanos

Fraudes e erros causados por colaboradoras e colaboradores estão entre os principais gatilhos de risco operacional. Podem ocorrer por:

  • falhas de conduta;
  • pressão por metas;
  • desconhecimento de procedimentos.

Esses eventos são comuns em atividades repetitivas, com baixa supervisão ou excesso de permissões em sistemas.

Falhas em sistemas ou integrações

Sistemas desatualizados, sem integração adequada ou com parametrizações incorretas representam ameaças constantes. 

Um erro em uma API, por exemplo, pode comprometer o envio de dados para o Banco Central ou travar processos internos como concessão de crédito. A interdependência entre sistemas aumenta a complexidade desses riscos.

Ataques cibernéticos e vazamentos de dados

Instituições financeiras lidam com dados sensíveis e atraem ações de grupos especializados em invadir sistemas. Um ataque pode derrubar plataformas, expor informações sigilosas e comprometer a confiabilidade da empresa

Vazamentos de dados, mesmo acidentais, são considerados eventos operacionais graves.

Riscos de não conformidade regulatória

Deixar de atender normas como LGPD, Bacen ou SUSEP representa risco operacional relevante. O descumprimento gera sanções legais, auditorias externas e perda de licenças.

Muitas vezes, a origem desse problema está em controles mal estruturados, treinamentos insuficientes ou interpretações equivocadas de exigências legais.

Etapas da gestão de risco operacional nas instituições financeiras

A gestão de risco operacional em empresas financeiras segue etapas estruturadas para manter a consistência e o controle sobre as operações. Esse processo precisa estar alinhado à governança e à estratégia do negócio.

Identificação de riscos por área e processo

Cada setor da empresa apresenta riscos específicos, que precisam ser identificados de forma minuciosa — e isso inclui:

  • revisar fluxos operacionais;
  • entrevistar lideranças; e
  • analisar histórico de ocorrências.

O mapeamento detalhado permite enxergar pontos de fragilidade que nem sempre aparecem em relatórios de incidentes.

Avaliação por impacto e probabilidade

Após a identificação, é hora de avaliar o quanto cada risco pode impactar a operação e qual a probabilidade de ocorrer.

Essa análise orienta prioridades de tratamento e permite estabelecer limites aceitáveis de exposição. Classificações por gravidade ajudam a definir se o risco deve ser mitigado, monitorado ou aceito.

Definição de controles internos

Com base na análise, a empresa define controles para reduzir a ocorrência ou o impacto do risco. Esses controles incluem:

  • validações automatizadas;
  • separação de funções;
  • limites de acesso; e
  • checklists operacionais.

Eles precisam ser simples, efetivos e compatíveis com a rotina de quem executa as tarefas.

Acompanhamento com indicadores (KRIs)

Indicadores de risco (KRIs) permitem monitorar em tempo real se os controles estão funcionando.

Quando um indicador se aproxima de um limite crítico, a equipe de gestão consegue agir antes que o problema se concretize. Bons KRIs tornam a gestão mais preventiva e menos reativa.

Como a tecnologia apoia a prevenção de riscos?

A tecnologia apoia a prevenção de riscos ao automatizar tarefas, integrar dados e permitir uma resposta mais rápida a eventos inesperados. Sistemas inteligentes substituem processos manuais e reduzem falhas humanas.

Com soluções de gestão integrada, é possível centralizar informações e analisar comportamentos fora do padrão. A automação de alertas e workflows garante agilidade na tomada de decisão, inclusive com respostas predefinidas para incidentes recorrentes.

Já a auditoria contínua permite fiscalizar processos em tempo real, apontando desvios antes que afetem resultados.

Outro recurso essencial é o compliance embarcado, que associa regras regulatórias diretamente à operação. Isso evita que etapas obrigatórias sejam ignoradas, reduzindo o risco de não conformidade.

Com apoio da tecnologia, a empresa cria uma estrutura de proteção automática, sem travar a produtividade.

Controle riscos operacionais com as soluções Dimensa

A Dimensa oferece soluções de Compliance que fortalecem o controle do risco operacional desde a origem dos dados até a rotina regulatória.

O foco é dar previsibilidade às checagens, padronizar procedimentos e reduzir brechas de conformidade que costumam aparecer no dia a dia.

O Background Check é um sistema de verificação de histórico que atende clientes, fornecedores, colaboradores e prestadores de serviço.

Ele apoia o cumprimento das exigências legais junto a órgãos regulatórios — o que reduz a exposição a incidentes reputacionais e a não conformidades que afetam a operação financeira.

A proposta é integrar a checagem ao processo de onboarding e gestão contínua, com critérios claros e auditáveis para a tomada de decisão.

o RegWatch automatiza e centraliza a gestão de compliance regulatório, reunindo em um só ambiente as consultas necessárias para acompanhar obrigações e mudanças normativas.

A plataforma organiza a rotina do time, com consultas automatizadas e visão unificada das pendências. Assim, facilita priorização e resposta ágil a eventos que exigem tratamento imediato.

O objetivo é manter a empresa em conformidade com menos retrabalho e mais rastreabilidade das ações.

E para completar esse ecossistema, a solução de Onboarding verifica identidades e valida cadastros de clientes, funcionários, fornecedores e prestadores, com controles antifraude e etapas de PLD-FTP integradas ao fluxo de entrada.

Ao atuar logo no primeiro contato, o Onboarding reduz riscos de fraude e falhas cadastrais que costumam repercutir mais adiante na operação.

Com Background Check, RegWatch e Onboarding atuando em conjunto, sua empresa:

  • ganha controle sobre quem entra no ecossistema;
  • acompanha o cumprimento de regras com constância; e
  • reduz a chance de incidentes que interrompam processos críticos.

Isso conversa diretamente com uma gestão de risco mais preventiva, integrada e orientada por indicadores.

Acesse o site da Dimensa para falar com nossos especialistas e descubra como antecipar riscos antes que impactem o desempenho da empresa.

Em resumo

Quais são os tipos de riscos?

Existem riscos operacionais, financeiros, estratégicos, de mercado, de crédito e regulatórios. Cada tipo afeta uma área da empresa e exige formas específicas de prevenção e monitoramento.

Quais são os eventos de risco operacional?

Eventos de risco operacional envolvem falhas humanas, fraudes internas, falhas em sistemas, ataques cibernéticos, vazamento de dados e descumprimento de normas legais ou regulatórias.

O que é risco de operação?

Risco de operação é a possibilidade de perdas causadas por falhas internas, erros humanos, sistemas inadequados ou eventos externos inesperados que comprometem o funcionamento da empresa.

créditos da imagem: Freepik

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