Toda corretora de seguros já passou por esse momento: tentar vender de tudo para todo mundo e, mesmo trabalhando muito, sentir que o esforço não vira crescimento consistente.
No papel, parece lógico abraçar todas as oportunidades. No dia a dia, a operação vira uma sequência de tentativas desconectadas, com pouco foco e pouca previsibilidade.
Quando o negócio não sabe exatamente como definir o público-alvo, a agenda enche, o cansaço aumenta e o resultado não acompanha. A venda de seguros passa a depender mais de sorte e insistência do que de estratégia.
Definir para quem a corretora faz realmente sentido organiza a prospecção, dá clareza para a comunicação e ajuda a construir uma operação mais estável, com menos desperdício de energia.
Continue lendo para entender como definir o público-alvo da sua corretora de seguros!
Qual a importância de definir corretamente o público-alvo na corretagem de seguros?
Definir corretamente o público-alvo é o que permite ao corretor de seguros concentrar esforço em clientes com maior chance de conversão, maior potencial de recorrência e melhor margem ao longo do tempo. Essa definição orienta:
- quais leads merecem prioridade;
- quais produtos entram no centro da estratégia; e
- onde faz sentido investir tempo e orçamento comercial.
Quando esse alinhamento não existe, a operação cresce sem critério claro. A corretora até vende, mas monta uma carteira irregular, com perfis muito diferentes entre si, baixa taxa de renovação e pouca previsibilidade de receita.
O custo de aquisição sobe e os corretores de seguros passam a depender mais de esforço pontual do que de um processo consistente.
E esse trabalho vai além de dados básicos como idade ou renda. O ponto central é entender:
- para quais perfis a corretora gera mais valor;
- em quais tipos de demanda tem mais domínio; e
- quais clientes costumam permanecer por mais tempo, contratar outros produtos e gerar menos retrabalho operacional.
Com o público-alvo bem definido, as decisões ficam mais simples. A comunicação ganha foco, a prospecção fica mais eficiente e a carteira começa a crescer com mais padrão, estabilidade e controle.
Qual a diferença entre público-alvo, persona e Perfil de Cliente Ideal (ICP)?
Público-alvo, persona e Perfil de Cliente Ideal (ICP) não são a mesma coisa, embora muita gente use os termos como sinônimos.
O público-alvo é o recorte mais amplo: um grupo de pessoas ou empresas com características em comum que a corretora decide priorizar. Ele orienta marketing e vendas, mas ainda é genérico demais para guiar decisões do dia a dia.
A persona aprofunda esse recorte. Representa um cliente típico, com contexto, rotina, preocupações e critérios de decisão, construído a partir de padrões reais da base e do mercado, não de suposições. Ela ajuda a ajustar discurso, abordagem comercial e prioridades de comunicação.
Já o Perfil de Cliente Ideal (ICP) é o mais pragmático dos três. Ele descreve o tipo de cliente que traz mais retorno em rentabilidade, recorrência e estabilidade de carteira, e serve para decidir onde concentrar tempo e esforço comercial.
Os conceitos se complementam: o público-alvo aponta a direção, a persona melhora a execução e o ICP protege a eficiência da operação.
Passo a passo para definir o público-alvo ideal da sua corretora de seguros
Para uma corretora que quer crescer com mais previsibilidade, como definir o público-alvo passa a ser uma decisão operacional.
Esse processo precisa partir de dados da própria carteira, da leitura do mercado e de uma visão clara sobre o que a operação consegue executar bem no dia a dia.
Analise sua carteira atual para identificar padrões de clientes mais rentáveis
O ponto de partida para definir o público-alvo é observar a própria carteira e identificar quais perfis concentram receita, renovações e oportunidades de novos contratos. Em quase toda corretora, uma parte menor da base sustenta boa parte do resultado.
Vale olhar quem renova com mais frequência, quem contrata mais de um tipo de seguro e quem gera menos retrabalho. Esses padrões mostram que tipo de cliente merece prioridade na prospecção e no marketing.
Observe o mercado local e a atuação da concorrência para encontrar oportunidades reais
Definir público-alvo também depende de entender o espaço competitivo ao redor da corretora de seguros. Mapear quem são os principais concorrentes, quais segmentos atendem e onde concentram esforço ajuda a evitar disputas óbvias e pouco eficientes.
Esse olhar costuma revelar nichos pouco trabalhados, regiões menos disputadas ou perfis de cliente que recebem pouca atenção.
Identifique quais tipos de seguro e demandas você domina melhor
A definição de público-alvo precisa considerar os produtos e as demandas que a corretora já conhece bem. Nem toda operação tem a mesma maturidade técnica em todos os ramos de seguros — e ignorar isso costuma alongar vendas e aumentar retrabalho.
Quando o foco recai sobre perfis cujas necessidades já fazem parte da rotina da equipe, a venda fica mais simples, o atendimento mais consistente e a percepção de valor tende a aumentar.
Valide suas hipóteses com feedback direto dos clientes atuais
Após analisar dados e mercado, o ajuste fino vem da conversa com os próprios clientes. Perguntar por que escolheram a corretora de seguros, o que pesa na decisão de renovar e o que mais valorizam no atendimento traz informações que relatórios não mostram.
Esse retorno ajuda a confirmar se o público-alvo desenhado faz sentido na prática ou se precisa de correções antes de virar foco definitivo da operação.
Quais critérios utilizar para segmentar seu público-alvo?
Segmentar o público-alvo de uma corretora de seguros exige ir além de idade, renda ou localização. Os critérios mais úteis são aqueles que ajudam a prever:
- comportamento de compra;
- esforço comercial;
- chance de permanência na carteira ao longo do tempo.
Um primeiro recorte passa pelo momento de vida ou estágio do negócio do cliente, já que determinadas fases concentram demandas mais claras por seguros específicos.
Outros critérios importantes são o ramo de atividade e o nível de complexidade da demanda, que influenciam tanto o ciclo de venda quanto o custo de atendimento.
Também entram nessa análise o comportamento de risco e o perfil de decisão. Há clientes mais sensíveis a preço, outros mais atentos a cobertura ou serviço — e isso muda completamente a forma de abordagem.
Por fim, vale olhar com cuidado para o potencial de fidelização e de contratação de outros produtos, já que esses perfis tendem a sustentar melhor o crescimento da corretora.
Como a tecnologia apoia a definição e o refinamento do público-alvo?
A tecnologia ajuda a definir e refinar o público-alvo porque transforma percepções soltas em padrões observáveis.
Em vez de depender apenas da memória do corretor de seguros ou de impressões gerais sobre a carteira, sistemas de gestão permitem enxergar com clareza quais perfis compram mais, renovam mais, dão mais retorno e exigem menos esforço operacional.
Quando a corretora de seguros centraliza dados de clientes, apólices, renovações e histórico de relacionamento, fica muito mais fácil cruzar informações e responder perguntas práticas:
- Quais segmentos concentram mais receita?
- Quais produtos puxam mais recorrência?
- Quais perfis geram mais retrabalho?
- Quais realmente sustentam o crescimento?
Esse tipo de leitura também permite ajustar o foco ao longo do tempo. O público-alvo não precisa ser uma decisão estática.
Conforme a carteira muda, o mercado muda e a corretora de seguros amadurece, os dados ajudam a recalibrar a estratégia sem depender de achismo. É esse uso contínuo da informação que torna a definição de público-alvo mais precisa, mais realista e mais conectada com o que de fato acontece na operação.
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A Agger oferece tecnologia para organizar a operação da corretora em um único ambiente, integrando dados, processos e relação com seguradoras. Suas soluções ajudam a estruturar a rotina comercial e administrativa, dando mais controle sobre carteira, propostas e renovações.
Quando a informação fica centralizada, a gestão ganha outra qualidade. Fica mais simples acompanhar resultados, entender padrões de venda e enxergar oportunidades dentro da própria base de clientes. A operação passa a trabalhar com mais clareza e menos improviso.
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Em resumo
Como podemos definir o público-alvo?
Definir o público-alvo envolve analisar a base atual, entender quem traz melhor retorno e mapear necessidades reais. Com esses dados, a corretora escolhe um grupo prioritário e orienta marketing, vendas e portfólio com mais foco e coerência.
Quais são os 3 tipos de público-alvo?
Os três tipos mais comuns de público-alvo são B2C, quando a corretora vende para pessoas físicas, B2B, quando atende empresas, e o modelo misto. A escolha depende do portfólio, da estrutura comercial e da estratégia de crescimento do negócio.
Qual é o perfil do público-alvo?
O perfil do público-alvo reúne informações como tipo de cliente, momento de vida ou de negócio, necessidades, orçamento e critérios de decisão. Esse recorte orienta a comunicação, a oferta e a abordagem comercial com mais precisão no dia a dia.
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