A Resolução CVM 175, publicada em 2022, trouxe mudanças fundamentais para o mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) no Brasil.
Essa norma tem foco em modernizar a estrutura dos fundos e, assim, elevar padrões de governança, promover maior transparência e avançar na proteção aos investidores.Â
Sem contar que a Resolução CVM 175 reforça a necessidade de uma gestão de investimentos mais eficiente, alinhada à s melhores práticas internacionais.Â
É hora de entender como essa nova regra impacta o mercado financeiro e as operações dos FIDCs. Vamos conferir agora mesmo os principais pontos da mudança e os caminhos para adequação.
O que é a CVM 175 e por que ela foi criada?
A CVM 175 é um marco regulatório que redefine o funcionamento dos fundos de investimento no Brasil.
Publicada em dezembro de 2022 pela Comissão de Valores Mobiliários, a resolução consolida e moderniza as normas que regem diversos tipos de fundos, para unificar diretrizes e eliminar redundâncias que existiam em legislações anteriores.
O principal propósito dessa iniciativa é adequar o mercado à s demandas de maior eficiência e transparência, caracterÃsticas cada vez mais exigidas por investidores e órgãos regulatórios.
Assim, a CVM 175 busca oferecer um ambiente mais seguro para a gestão de investimentos, acompanhando as transformações do setor e promovendo um alinhamento com padrões globais de governança e compliance.
Como a CVM 175 afeta os FIDCs?
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios são conhecidos pela função estratégica de securitizar recebÃveis e impulsionar crédito no Brasil — e são fortemente influenciados pela nova regulamentação.
As mudanças impostas pela CVM 175 impactam diretamente aspectos-chave como governança, estruturação de cotas, transparência e gestão de riscos.
Vamos entender melhor, a seguir!
Novos requisitos de governança
A CVM 175 estabelece novos parâmetros para garantir que a governança dos FIDCs seja mais clara e robusta.
Administradores e gestores precisam implementar polÃticas concretas para mitigação de riscos e supervisão das operações.Â
Essas diretrizes vão além de garantir conformidade regulatória, pois exigem que os responsáveis pelo fundo estejam preparados para identificar problemas rapidamente e agir de forma preventiva.
Transparência e prestação de contas
A transparência ganha um protagonismo inédito nas exigências da resolução. Os administradores agora precisam apresentar informações detalhadas em relatórios periódicos que incluam aspectos como:
- composição de ativos;
- riscos associados à carteira;
- critérios utilizados na tomada de decisões.
O objetivo aqui é melhorar a comunicação entre gestores e investidores, o que reduz ou até mesmo elimina lacunas na divulgação de dados.
Mudanças na estrutura de cotas e classes
A reformulação na estrutura de cotas é outra inovação trazida pela CVM 175. A norma introduz regras que estabelecem mais clareza na diferenciação entre classes de cotas, o que evita conflitos de interesse.
Investidores passam a ter maior previsibilidade sobre os resultados e riscos associados a cada categoria, o que contribui para um ambiente de maior confiança entre as partes envolvidas.
Regras para captação e gestão de riscos
A captação de recursos e o gerenciamento de riscos são amplamente beneficiados pelo novo marco regulatório, já que a normativa exige:
- a aplicação de métodos mais criteriosos de seleção de ativos;
- maior rigor na análise de crédito dos recebÃveis securitizados.
Essas medidas reduzem a exposição do fundo a situações inesperadas e tornam os processos mais consistentes.
Quais são os desafios da adaptação à CVM 175?
A introdução da CVM 175 traz um novo cenário que requer muita atenção e um esforço coordenado das instituições envolvidas no mercado de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs).
A complexidade regulatória e operacional aumenta de forma relevante, o que vai exigir que as empresas enfrentem desafios técnicos e organizacionais para alcançar a conformidade regulatória e explorar as oportunidades de melhoria no setor.
Vamos conferir, a seguir, alguns desses desafios!
Readequação dos regulamentos internos
A adaptação à CVM 175 começa pela revisão exaustiva dos regulamentos que governam os FIDCs.
As equipes devem garantir que todas as polÃticas de investimento, cláusulas contratuais e estruturas de governança sejam atualizadas conforme os parâmetros regulatórios recém-estabelecidos.Â
Essa tarefa, porém, não se limita ao cumprimento legal. O redesenho normativo deve ser também um exercÃcio estratégico para permitir que gestores alinhem suas operações aos novos padrões enquanto expandem sua capacidade de atrair investidores.
Regulamentações mais claras, estruturadas e transparentes servem como um pilar importante para aumentar a confiabilidade do mercado.
Embora trabalhoso, esse processo de ajuste apresenta um benefÃcio adicional: proporciona uma oportunidade singular de revisar processos, identificar ineficiências e reforçar controles internos.
Necessidade de compliance mais rigoroso
Uma postura de compliance eficiente é indispensável para atender às exigências da CVM 175.
Com a necessidade de monitoramento contÃnuo e identificação de potenciais não conformidades, a adaptação ao novo cenário regulatório requer estabelecimentos de fluxos internos monitoráveis e integrados.Â
Empresas que não priorizarem essa evolução se expõem a possÃveis sanções administrativas e, ainda, colocam em risco sua reputação perante investidores atuais e potenciais.
A norma exige reportes regulares e detalhados, além de um monitoramento ativo das operações financeiras e das decisões de gestão do fundo.
Isso reforça a importância de equipes treinadas e sistemas automatizados para garantir que as polÃticas do fundo operem dentro dos limites impostos pela resolução.
Soluções de compliance mais modernas, que utilizam aprendizado de máquina e inteligência artificial, podem desempenhar um papel de destaque nesse avanço, viabilizando análises preditivas e aumentando a eficiência operacional.
Adoção de novas tecnologias para monitoramento
Ferramentas tecnológicas amplificam a capacidade dos gestores em lidar com a crescente complexidade de monitoramento imposta pela CVM 175.
Automação de processos, plataformas integradas e sistemas que consolidem e processem informações em tempo real são cada vez mais indispensáveis. Essas soluções apoiam o atendimento às exigências de relatórios financeiros detalhados e indicadores de risco.
Além disso, o uso de tecnologias avançadas como blockchain para garantir maior transparência e segurança no rastreamento dos dados apresenta enorme potencial para transformar os processos do setor.
A inovação tecnológica não apenas simplifica a operação dos fundos, mas também contribui para a construção de uma confiança mais sólida junto aos investidores.
Gestão de dados e aumento da transparência
A administração eficiente de dados é um dos componentes decisivos na adaptação à resolução.
Relatórios mais detalhados e exigências frequentes de prestação de contas demandam que empresas reorganizem sua abordagem à gestão de informações, implementando sistemas centralizados e auditáveis.Â
A CVM 175 exige, na prática, que os gestores invistam na criação de ambientes de dados mais seguros e acessÃveis, permitindo uma visão holÃstica e em tempo real do desempenho dos fundos.
E quando bem estruturada, essa gestão de informações não só atende aos requisitos legais, mas também otimiza processos decisórios internos.
Um sistema centralizado de dados permite insights mais estratégicos e fundamentados, o que resulta em melhores tomadas de decisão e na garantia de maior alinhamento com as expectativas de participantes do mercado.
Quais oportunidades a CVM 175 traz para os FIDCs?
Embora os desafios da adequação sejam claros, a CVM 175 também oferece diversas oportunidades para gestores que enxergam o potencial de crescimento e fortalecimento no cumprimento das novas exigências.
Essas oportunidades representam avanços estratégicos potenciais para os FIDCs e seus gestores ao proporcionar um ambiente mais elaborado, seguro e atrativo para participantes do mercado. Vamos entender melhor nos tópicos a seguir!
Atração de novos investidores
A transparência regulamentada pela CVM 175 melhora a experiência dos investidores ao estabelecer práticas mais confiáveis e acessÃveis.
Ao facilitar o acesso a informações claras e padronizadas, o regulamento cria um ambiente mais seguro e, consequentemente, atrativo para novos participantes.Â
Com um mercado mais bem estruturado, é possÃvel ampliar a base de cotistas interessados em ativos securitizados, alcançando também perfis de investidores que antes poderiam ter receio de ingressar nesse segmento.
Investidores institucionais, em especial, tendem a valorizar a segurança proporcionada por um ambiente regulatório bem definido, o que pode provocar um aumento consistente na captação de recursos para os FIDCs.
Fortalecimento da credibilidade do mercado
As mudanças instituÃdas pela CVM 175 não se limitam à conformidade: elas elevam o setor a um novo patamar de profissionalismo e confiança.
Ao padronizar práticas e garantir maior clareza nas informações, os FIDCs ganham relevância e reconhecimento tanto no mercado doméstico quanto no internacional.Â
Essa credibilidade ampliada gera maior potencial de atração para investidores estrangeiros e instituições financeiras globais, que valorizam mercados com regras claras e consolidadas.
Esse contexto também abre espaço para parcerias estratégicas e negócios maiores, o que favorece a posição dos gestores que se adaptam prontamente às novas normas.
Redução de riscos operacionais e jurÃdicos
A adesão à s normas da CVM 175 promove um ambiente de maior controle e organização, reduzindo as chances de erros administrativos e irregularidades que possam causar prejuÃzos financeiros ou jurÃdicos.
Com a adoção de práticas mais transparentes e documentação aprimorada, gestores e administradores encontram mais respaldo para evitar litÃgios e inconsistências regulatórias.
Em um contexto de monitoramento mais atento, cada aspecto operacional se torna mais previsÃvel — e isso reduz custos relacionados à mitigação de riscos e permite que os fundos sejam geridos de maneira ainda mais eficiente.
Expansão do mercado de securitização
Com a modernização no marco regulatório, o mercado de securitização apresenta um grande potencial de crescimento e diversificação de estratégias.
As novas regras incentivam a entrada de players mais especializados e promovem inovações na criação de instrumentos financeiros que capturam necessidades mais especÃficas de investidores e emissores.
Essa modernização também favorece o desenvolvimento de soluções tecnológicas e operacionais para potencializar a gestão de ativos securitizados, viabilizando estratégias mais complexas e de maior retorno.
A expansão do mercado de securitização atrai novos investidores e ainda permite que os FIDCs se posicionem como protagonistas na digitalização e na inovação do setor financeiro.
Ao integrar as normas da CVM 175 de maneira estratégica, gestores dos FIDCs têm uma oportunidade única de se ajustarem às exigências regulatórias e de impulsionarem seus fundos a patamares mais elevados de competitividade e relevância no mercado financeiro.
Como as empresas podem se adequar à CVM 175?
A adaptação à CVM 175 requer soluções estratégicas e investimentos em tecnologia que assegurem a conformidade das operações e proporcionem um diferencial competitivo em um mercado cada vez mais regulado e dinâmico.
Dessa maneira, é essencial combinar revisão de práticas internas, adoção de soluções tecnológicas e monitoramento contÃnuo de regulações para uma abordagem completa e integrada.
Revisão e atualização de polÃticas internas
Este é o momento para revisar com atenção as polÃticas operacionais e de governança corporativa.
A adequação à CVM 175 exige que as regras internas de conduta e os pilares estratégicos da empresa sejam reformulados para refletir completamente os parâmetros exigidos pela nova norma.Â
Além disso, a função do compliance interno deve ser fortalecida e funcionar como um guia direto para as mudanças necessárias.
Empresas bem preparadas ajustarão também suas operações de forma proativa, antecipando a adaptação de processos relacionados à gestão e à administração de fundos.
Outros pontos fundamentais incluem a renovação de treinamentos internos para equipes-chave e o reforço à transparência nas decisões administrativas, para garantir que as mudanças sejam efetivamente incorporadas pela organização em todos os nÃveis.
Implementação de soluções para compliance regulatório
Para empresas que administram FIDCs, a implementação de ferramentas digitais orientadas ao compliance regulatório é essencial.
Soluções que combinam escalabilidade, flexibilidade e integração contÃnua com sistemas preexistentes são particularmente estratégicas e permitem ajustes rápidos e precisos aos requisitos mais especÃficos da CVM 175.
Além de garantir o alinhamento com as demandas do regulador, essas ferramentas entregam maior controle operacional, o que reduz falhas humanas e riscos decorrentes de processos manuais.
As soluções mais completas incluem funcionalidades de monitoramento e auditoria em tempo real, o que permite atender às obrigações normativas e aumentar a confiança e a eficiência nas operações.
E aqui, parcerias tecnológicas confiáveis, como as oferecidas por empresas especialistas no setor financeiro, desempenham um papel decisivo.
Monitoramento contÃnuo das normas e requisitos
A administração de fundos sob a nova norma exige um foco maior em monitoramento regulatório contÃnuo — e não apenas em ações pontuais de adequação. Isso implica a criação de rotinas especÃficas para revisão constante de documentos internos, reportes frequentes e auditorias regulares.
Equipes dedicadas ao compliance precisam operar com base em sistemas de monitoramento automatizados, que fornecem notificações e atualizações em tempo real sobre alterações na regulação.
E vale lembrar que o investimento em tecnologias como inteligência artificial e análise preditiva pode facilitar a identificação precoce de inconsistências ou riscos de não conformidade e auxiliar na tomada de decisões informadas.
A utilização de relatórios detalhados e dashboards personalizados é outra prática que agrega valor ao processo e permite que gestores acompanhem a performance regulatória de forma mais acertada e estratégica.
Otimize a gestão de FIDCs com tecnologia!
É evidente que a CVM 175 trouxe avanços importantes para o setor de FIDCs, mas a adequação às suas exigências pode parecer complexa sem as ferramentas certas.
Neste contexto, a solução da Dimensa auxilia gestores na modernização da administração de fundos, promovendo conformidade regulatória e eficiência operacional por meio de uma plataforma robusta e ágil.
Com funcionalidades focadas na automação de processos e no monitoramento de riscos, a tecnologia da Dimensa permite centralizar informações e otimizar a gestão dos ativos. E se a CVM 175 trouxe desafios, ela também se tornou um ponto de partida estratégico para quem deseja liderar o mercado de securitização.
Quer conhecer uma maneira prática e eficiente de adaptar seus FIDCs às exigências regulatórias? Conheça agora mesmo a solução da Dimensa para a administração de FIDCs e outros fundos de investimentos.
Em resumo
O que é a CVM 175 e por que ela foi criada?
A CVM 175 é um marco regulatório que redefine o funcionamento dos fundos de investimento no Brasil. Publicada em dezembro de 2022 pela Comissão de Valores Mobiliários, a resolução consolida e moderniza as normas que regem diversos tipos de fundos, para unificar diretrizes e eliminar redundâncias que existiam em legislações anteriores.
Quais são os desafios da adaptação à CVM 175?
Entre os principais desafios estão:
- a readequação dos regulamentos internos;
- a necessidade de compliance mais rigoroso;
- a adoção de novas tecnologias para monitoramento;
- a gestão de dados e o aumento da transparência.
Como as empresas podem se adequar à CVM 175?
As empresas podem se adequar à CVM 175 por meio de:
- revisão e atualização de polÃticas internas;
- implementação de soluções de compliance regulatório;
- monitoramento contÃnuo das normas e requisitos.
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