26/12/2025
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Leitura: 5 min

Fraude em cartão de crédito: como proteger sua empresa dos golpes mais comuns

O crescimento dos pagamentos digitais trouxe mais agilidade às transações, mas também abriu novas portas para ataques maliciosos.

A fraude em cartão de crédito tornou-se uma das práticas criminosas mais recorrentes no ambiente corporativo — exigindo das empresas não só atenção, mas estratégias consistentes de prevenção a fraudes.

Os impactos vão além das perdas financeiras: a reputação da marca e a confiança do cliente também estão em jogo.

Em um cenário no qual os golpes se reinventam com frequência, entender os riscos e saber como agir é decisivo. A seguir, entenda como esse tipo de fraude afeta as empresas, quais os golpes mais comuns e, principalmente, como se proteger.

Por que a fraude em cartão de crédito é uma ameaça para as empresas?

A fraude em cartão de crédito representa uma ameaça real porque pode causar prejuízos financeiros diretos e comprometer a relação de confiança com a base de clientes.

Em operações fraudulentas, a empresa arca com custos de estornos, além de perder o produto ou serviço entregue. Essa combinação compromete o faturamento da empresa e exige tempo da equipe para lidar com as contestações.

O cenário piora quando as fraudes se tornam recorrentes: a empresa pode ter sua taxa de aprovação reduzida pelas operadoras ou enfrentar processos de revisão contratual com adquirentes.

A perda de credibilidade é outro ponto crítico. Quando uma loja online, por exemplo, passa a ser associada a golpes, a confiança do consumidor diminui — o que afeta o volume de vendas e impacta diretamente os indicadores de desempenho.

Ainda há a complexidade de identificar fraudes sofisticadas, como o uso de dados vazados ou golpes envolvendo engenharia social, que dificultam a prevenção e exigem recursos tecnológicos cada vez mais avançados.

Quais são os tipos de fraudes mais comuns envolvendo cartão de crédito?

Os golpes com cartão de crédito costumam seguir alguns padrões. Entender as modalidades mais comuns é o primeiro passo para construir uma boa estratégia de prevenção.

Clonagem e skimming

Esse tipo de fraude acontece quando os dados do cartão são copiados, geralmente por meio de dispositivos instalados em terminais físicos.

O skimmer copia informações da tarja magnética sem que a vítima perceba. Esses dados são, depois, usados para criar cópias falsas do cartão e realizar compras em nome do titular.

Fraude por cartão não presente (CNP)

Aqui, o golpe ocorre em transações digitais — sem que o cartão esteja fisicamente presente. Com apenas os dados numéricos e informações como nome e validade, é possível concluir uma compra.

É um dos tipos de fraude em cartão de crédito que mais crescem no e-commerce, justamente pela facilidade com que dados vazados circulam em redes ilegais.

Chargeback fraudulento

Ocorre quando a compra é realizada pelo próprio titular ou alguém autorizado, mas, depois da entrega do produto, é feita uma contestação junto à operadora alegando não reconhecimento da transação. A empresa perde a venda, o produto e ainda arca com taxas adicionais.

Uso indevido de dados vazados

Com a quantidade de vazamentos de dados registrados nos últimos anos, golpistas têm acesso a bases com informações sensíveis.

Ao combinar essas informações com técnicas de engenharia social, criminosos conseguem simular transações legítimas, dificultando a detecção de fraudes no momento da compra.

Como sua empresa pode proteger-se contra fraudes em cartão de crédito?

Para proteger sua empresa contra fraudes em cartão de crédito, é necessário investir em tecnologia, processos e capacitação da equipe.

A primeira medida envolve a implementação de sistemas de monitoramento e análise de transações. Esses mecanismos identificam padrões suspeitos e disparam alertas em tempo real, ajudando a bloquear operações duvidosas antes que causem danos.

Outro ponto fundamental é reforçar a validação do cliente. A autenticação multifator e o uso de biometria são formas eficientes de confirmar a identidade de quem está realizando a compra, principalmente em ambientes digitais.

A equipe também precisa estar preparada para agir.

Treinar profissionais para reconhecer sinais de fraude, como inconsistências nos dados, histórico de compras atípico ou mudanças repentinas de comportamento, é parte essencial da prevenção a fraudes em cartão de crédito.

Além disso, manter uma boa parceria com adquirentes e bandeiras permite acesso a tecnologias antifraude, orientações de boas práticas e suporte especializado.

Esses parceiros costumam disponibilizar filtros adicionais de segurança e bancos de dados atualizados sobre transações suspeitas.

E as ferramentas baseadas em inteligência artificial e Machine Learning vêm ganhando espaço nas estratégias de segurança.

Elas conseguem aprender com comportamentos anteriores e antecipar movimentos fraudulentos, otimizando a detecção e reduzindo falsos positivos.

Proteger sua empresa é um processo contínuo.

Diante de um cenário cada vez mais dinâmico, onde os golpes evoluem e as brechas se multiplicam, investir em estratégias de prevenção a fraudes em cartão de crédito é também investir na saúde financeira e na credibilidade do negócio.

Quer saber mais sobre como manter sua operação segura e preparada para enfrentar esses desafios? Confira outros artigos sobre o tema "antifraude" aqui no blog da Dimensa.

Em resumo

O que fazer em caso de fraude com cartão de crédito?

Ao identificar uma fraude, o ideal é bloquear o cartão, comunicar imediatamente o banco ou operadora, registrar boletim de ocorrência e acompanhar o processo de contestação da compra para possível ressarcimento.

Qual é o crime de fraude em cartão de crédito?

Fraudes com cartão de crédito podem ser enquadradas como estelionato, falsidade ideológica ou furto mediante fraude, conforme o caso. A pena varia de acordo com a conduta e pode chegar a até 8 anos de prisão.

O banco é obrigado a ressarcir vítimas de fraudes bancárias?

Se for comprovado que a fraude ocorreu sem culpa da pessoa cliente, o banco deve ressarcir os valores indevidamente cobrados. Essa obrigação está prevista no Código de Defesa do Consumidor e na jurisprudência atual.

créditos da imagem: Freepik

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