Dados do Banco Central mostram que as perdas com fraudes no Pix cresceram 70% em 2024. Essa alta revela o aumento da sofisticação dos golpes e pressiona as empresas a priorizarem a segurança no Pix como parte da gestão de risco.
Em um cenário de digitalização acelerada, fortalecer mecanismos de prevenção à fraude se tornou não apenas desejável, mas estratégico para preservar a relação com clientes e proteger a reputação institucional.
A seguir, entenda por que esse tema é urgente e quais caminhos sua instituição pode adotar.
Por que a segurança no Pix é uma preocupação para as empresas?
A segurança no Pix preocupa as empresas porque o sistema se tornou um dos meios de pagamento mais utilizados do país, movimentando valores expressivos e com liquidação imediata.
Isso atrai criminosos interessados em aplicar golpes com alto potencial de impacto financeiro e reputacional.
A cada trimestre, o Pix bate recordes de adesão e volume de transações. De acordo com dados do Banco Central, a quantidade de chaves Pix cadastradas atualmente já ultrapassa os 879 milhões — considerando CPF, CNPJ, e-mail, telefone e chaves aleatórias.
O sistema é rápido e gratuito, mas também requer uma estrutura de proteção robusta contra as fraudes, que evoluem com rapidez. Empresas que intermedeiam ou oferecem esse tipo de serviço precisam adotar ferramentas que acompanhem o ritmo das ameaças.
Outro ponto sensível é a responsabilidade diante dos clientes.
Falhas em sistemas de detecção, respostas lentas a comportamentos suspeitos ou falhas no bloqueio de transações duvidosas geram riscos não só financeiros, mas também legais e de imagem. Estar preparado é parte da estratégia.
Quais os principais tipos de fraudes e golpes envolvendo o Pix?
As fraudes no Pix são diversas e afetam tanto pessoas físicas quanto jurídicas. É hora de conferir os golpes mais comuns que requerem atenção redobrada das instituições.
Golpe da mão fantasma
Neste golpe, criminosos induzem a vítima a entregar o aparelho celular sob algum pretexto, como "erro no aplicativo" ou ajuda para "atualização". Com o aparelho em mãos, realizam transferências via Pix, muitas vezes sem que a vítima perceba.
Falso comprovante de Pix
Empresas e comércios são alvos frequentes dessa fraude. O golpista envia um comprovante falso de pagamento para simular uma transferência via Pix e retirar produtos ou serviços antes da conferência efetiva do valor.
QR Code falso
Um dos golpes mais comuns em canais digitais. Ao escanear um código malicioso, a vítima é direcionada para contas de criminosos, mesmo achando que está pagando por serviços ou comprando produtos lícitos.
Sequestro relâmpago e coação
Casos de sequestros-relâmpago evoluíram. Agora, exigem transferências via Pix durante o cativeiro, com ameaças para forçar a vítima a desbloquear contas ou realizar operações.
Falso suporte técnico
Criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras e induzem o cliente a compartilhar senhas ou instalar aplicativos de controle remoto. Com acesso total ao aparelho, realizam saques, transferências e fraudes.
Phishing e engenharia social
Golpes por SMS, e-mail ou redes sociais simulam mensagens institucionais e induzem a vítima a clicar em links maliciosos. A meta é capturar dados sensíveis para acesso indevido a contas.
Como as instituições financeiras podem fortalecer a segurança no Pix?
Fortalecer a segurança no Pix exige uma abordagem integrada, com políticas de prevenção à fraude, investimento em tecnologia e resposta rápida a comportamentos fora do padrão.
Limites de valores e horários
Definir valores máximos para transferências via Pix, especialmente no período noturno, reduz o impacto de eventuais ataques. O Banco Central permite configurações personalizadas por cliente, o que amplia o controle.
Mecanismos de autenticação
O uso de autenticação biométrica, reconhecimento facial e validação em duas etapas garante que somente usuários autorizados acessem o sistema. Soluções que integram essas camadas ajudam a impedir acessos não autorizados.
Monitoramento e análise de transações
Ferramentas de monitoramento em tempo real permitem identificar comportamentos suspeitos e bloquear operações antes que o dano ocorra. A análise de padrões de uso contribui para prevenir fraudes com maior precisão.
Inteligência Artificial e Machine Learning
Soluções baseadas em IA analisam grandes volumes de dados e identificam anomalias que indicam tentativas de fraude. Com aprendizado constante, o sistema se torna mais eficaz na antecipação de riscos.
Bloqueio cautelar de recursos
O mecanismo de bloqueio cautelar, previsto pelo BC, permite reter os valores transferidos por até 72 horas quando há suspeita de fraude. Isso dá tempo para investigação e evita que os recursos desapareçam.
Notificação de uso
Alertas por SMS, e-mail ou push notificam movimentações suspeitas em tempo real. Essa comunicação imediata permite ação rápida por parte do cliente e reforça a percepção de segurança.
Conheça as soluções da Dimensa
A Dimensa oferece um ecossistema completo de soluções que reforçam a segurança no Pix e apoiam a prevenção à fraude em operações financeiras.
Entre os destaques, estão os sistemas de análise de transações em tempo real, autenticação por biometria, gestão integrada de riscos e modelos de Inteligência Artificial que identificam ameaças com base no comportamento dos usuários.
Essas soluções são adaptáveis às necessidades de cada instituição e estão alinhadas com as diretrizes regulatórias. Acesse o site oficial hoje mesmo para saber como a tecnologia da Dimensa pode fortalecer a proteção de clientes e mitigar riscos de fraude.
Em resumo
Como funciona a segurança no Pix?
A segurança no Pix combina autenticação, limites de valor, monitoramento de transações e IA para detectar fraudes. Instituições financeiras também usam bloqueio cautelar e notificações em tempo real para prevenir golpes.
Quais são as novas regras de segurança no Pix?
As novas regras incluem bloqueio cautelar de até 72 horas, limites noturnos de valor, notificações automáticas e melhorias nos mecanismos de autenticação. O foco é antecipar fraudes e proteger usuários e instituições.
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