E se os credores comercializassem empréstimos como "títulos" para investidores, sem avaliar adequadamente os riscos de inadimplência?
Nesse cenário, os instrumentos financeiros envolvidos seriam submetidos a riscos não calculados corretamente, expondo instituições financeiras e investidores a possíveis prejuízos.
Esse tipo de erro foi um dos fatores determinantes da crise financeira de 2008, quando muitos sofreram perdas significativas.
Em síntese, a falta de uma gestão de compliance rigorosa impediu a avaliação e o gerenciamento adequados dos riscos relacionados aos instrumentos financeiros.
Quer entender melhor o tema? Acompanhe o texto e descubra tudo sobre os instrumentos financeiros e sua regulação!
O que são instrumentos financeiros?
Instrumentos financeiros são contratos que promovem a troca de recursos entre duas partes, resultando em:
- Ativo: algo de valor recebido por uma das partes.
- Passivo: uma obrigação ou responsabilidade assumida pela outra parte.
Um exemplo clássico é um empréstimo bancário. Quando um banco concede crédito a uma empresa, esse crédito se torna um ativo para o banco, enquanto a empresa registra a dívida como um passivo.
Quais são os 3 instrumentos financeiros da IFRS 9
A norma IFRS 9 classifica os instrumentos financeiros em categorias específicas, de acordo com a forma como são geridos e avaliados. As principais categorias são:
1. Ativos e passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado
Os instrumentos financeiros são inicialmente registrados pelo valor de custo. Posteriormente, são feitos ajustes com base no pagamento do principal e dos juros, utilizando uma fórmula de cálculo específica.
Além disso, esses instrumentos podem sofrer ajustes caso percam valor ou apresentem impossibilidade de recuperação do montante emprestado.
2. Ativos e passivos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado
Atendem a pelo menos uma das seguintes condições:
- Mantidos para negociação: são adquiridos com o propósito de venda ou recompra em curto prazo, ou fazem parte de um portfólio gerenciado para obtenção de lucro rápido.
- Derivativos: contratos cujo valor está atrelado a variáveis como ações ou commodities — exemplos incluem opções e contratos futuros — e que não têm como objetivo a proteção contra riscos.
Como se adequar à IFRS 9?
Para se adaptar à IFRS 9, em vigor desde 2018, as empresas precisam revisar a forma como medem e registram seus instrumentos financeiros, além de adotar métodos mais robustos para calcular provisões para perdas, considerando cenários econômicos futuros.
Mensuração dos ativos
As empresas devem reavaliar como calculam o valor de seus ativos financeiros. Alguns ativos, antes avaliados com base no custo de aquisição, agora precisam ser mensurados pelo "valor de mercado".
Essa abordagem pode ser desafiadora, principalmente quando não existe um preço claro ou facilmente acessível para a determinação desse valor.
Provisões para perdas (impairment)
A IFRS 9 trouxe mudanças na forma como as perdas de crédito são calculadas. Anteriormente, as empresas registravam perdas apenas quando estas já haviam ocorrido.
Agora, é necessário antecipar perdas potenciais, utilizando cenários econômicos projetados para estimar os impactos financeiros futuros.
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